Prólogo

Eu estava de férias, e fazia um frio intenso por aqueles dias, parecendo que o inverno já havia chegado. Na verdade, estava próximo, mas, como havia anos o inverno não se fazia rigoroso, ninguém se lembrava da proximidade dele. Havia quem apostasse que, naquele ano, o frio voltaria a mostrar sua potência, mas também havia os que, como eu, duvidavam. A cada novo ano, o inverno era menos frio, e o verão mais quente. Consequência do aquecimento global que não tinha como ser invertida.

Se na cidade, onde prédios de quase dez andares, de certa forma, causavam uma barreira ao vento, permitindo que, ao menos durante o dia, o sol fraco trouxesse um pouco de calor aos corpos, o mesmo não acontecia no campo ou lugares ermos. Sem nenhuma barreira, o vento passava gelando qualquer vida que encontrasse pela frente.

Assim, os dias na Ilha de Segredo eram mais frios que em qualquer outro lugar da cidade.

Escola dominical no Jardim

 

 

 

Um de meus contos

Malaquias

Quarto às escuras, um cheiro de álcool misturado a urina e vômito se propagava no ar. Numa cama velha de casal, Malaquias estendido, meio sonolento, meio embriagado, resmungou quando ouviu a batida na porta, inicialmente fraca. Não respondeu, mas grunhiu, como se quisesse responder mas a voz não saisse.

Acordara cedo, bem cedo, dizendo a si mesmo que iria procurar um trabalho. Aluguel atrasado há meses, a senhoria na porta todos os dias, já não tinha paciência, já não podia esperar. Precisava de um jornal para olhar Os classificados, mas sem um centavo no bolso, como comprar jornal? Passou no boteco, onde já conhecido seria fácil arranjar um trocado, ou até mesmo um jornal. Logo na calçada deparou com um conhecido, que estendeu-lhe a mão oferecendo uma garrafa. Malaquias não hesitou. Não tinha posto nada no estômago desde a noite anterior, precisava de um trago, “unzinho” só, disse para o companheiro.

Bebera até depois do meio-dia, quando já sem companhia a pagar-lhe a bebida, fora posto para fora do boteco aos empurrões. Não se lembrava para que havia saído de casa, então resolveu voltar para o quarto escuro e fétido onde se afundava na solidão causada pelo vício. Adormecera sobre o colchão velho e deformado pelo peso da pessoa que usara antes dele.

Quando acordou com a batida na porta, não tinha se dado conta que estava urinado e sujo de vômito, mas sentia as têmporas latejando. As batidas não cessavam, ao contrário, tornavam-se mais fortes e insistentes. Malaquias sabia que apenas a senhoria o procurava, e sempre para a mesma coisa. Já conseguia ouvir nitidamente a voz dela chamar “seu Malaquias, seu Malaquias!”. Fingiu não ouvir. Não tinha nada que pudesse entregar a mulher como adiantamento. Tentou mesmo em meio as escuras, olhar o relógio. Ainda não dera seis da tarde, mas como era inverno, os dias estavam escurecendo cedo. Continuou deitado, barriga para cima, sem acender a única lâmpada do local.

Estava doente, tinha consciência disso. Precisava abandonar o vício, também tinha consciência disso. Mas não sabia como fazê-lo. Bebia desde os quinze anos, ainda menino franzino, de short curto e cabelo lambido a cair-lhe na testa. Causava espanto nas pessoas, pois parecia não passar de doze. “Tão pequeno na bebedeira, que horror, Deus meu!” Ouvira frases como essa muitas vezes. Malaquias não queria beber. Não queria ser mais fraco que o vício. Não queria morrer. Bebera para provar aos colegas que era homem. Ganhava coragem para paquerar as meninas, para enfrentar os valentões da rua. Não percebeu quando a bebida se tornara seu café da manhã. Não se lembrava como chegara ao ponto em que estava.

Mas não conseguia esquecer o diagnóstico médico. Cirrose. Sempre ouvira falar da maldita, mas nunca vira ninguém morrer de cirrose. Nenhum de seus conhecidos de bar se queixava desse negócio. E agora, ela estava lá, a corroer-lhe o fígado, a tirar sua dignidade e a vida. Não, na verdade a dignidade quem lhe tirou foi a bebida. A cirrose apenas veio para lhe mostrar, esfregar na cara que sua dignidade estava perdida.

As batidas não cessavam. “Meu Deus! Quanta insistência!”, pensou. A mulher achava pouco lhe fazer cobranças e ainda vinha interromper seu momento de repouso? Não estava bem, será que ela não compreendia isso? Malaquias então se levantou, se arrastou no escuro até a porta, e atendeu a mulher. Ao sentir o odor desagradável, a velhinha de pequena estatura recuou protegendo o nariz. Disse que voltaria outra hora. E que era melhor ele se lavar e lavar o quarto também.

O quarto era isolado da casa. Haviam uns seis espalhados pelo quintal, todos com apenas uma privada dentro. Não possuíam chuveiro, nem pia, nem água. Os inquilinos pegavam água no poço para o banho, para a comida, para escovar os dentes. O banho de balde tinha de ser feito bem no canto do quarto para não molhar móveis ou papéis e documentos.

Malaquias não quis acender a lâmpada. Deixou a porta entreaberta para correr um pouco de vento, e foi se lavar com a água que já estava no balde. Em seguida tomou um comprimido já quase vencido, para dor de cabeça. Conhecia bem o cafofo onde vivia e mesmo no escuro conseguiu tirar o lençol sujo, que jogou dentro do balde vazio. Deixou o corpo cair numa cadeira capenga que ficava no lado oposto a cama, gemendo, corpo dolorido, sem se lembrar do dia que já transcorrera mais de dois terços. Mas o que mais doía era lembrar que estava com os dias contados. O que fizera de sua vida? Nada! Nada construíra, nem conquistara. Não fora feliz, nem infeliz, apenas desperdiçou maior parte dos seus quarenta e dois anos, sem nem ao menos saber como eles transcorreram. Agora, doente, nem ao menos tinha direito a um fígado novo para viver mais uns quarenta e dois anos. Não, nem pedia tanto assim, mas se pudesse viver ao menos mais vinte anos, se daria por satisfeito. Mudaria de vida, disse à assistente social. Porque não tenho o direito de viver? Questionou. O médico explicou que a fila para transplantes é longa. Se houvesse fígado para todos ele seria contemplado também. Porém, estragara o próprio fígado e agora era-lhe negado o direito a vida. Mas ninguém entendia que ele estava disposto a mudar? Sim, entendiam. A questão é que na fila há pessoas com tanta necessidade ou mais que ele, Malaquias, e que o critério de escolha eram rigorosos. Quem se auto-destruiu vai ficando no final. Malaquias, então compreendeu. Por mais que lhe doesse aceitar que jamais receberia um órgão novo, aceitava que a lei era justa. Mas queria viver. Queria, sim! Quase gritou no quarto silencioso.

Pouco mais de oito horas ouviu novamente a batida na porta. Que raio de mulher insistente! Pragejou. Com voz pesada, perguntou o que ela queria? Dinheiro ainda não tinha, e nem lavado o quarto. Por isso mesmo ela voltara, respondeu. Que abrisse a porta.

A mulher entrou com um prato de sopa de legumes. Que comesse do lado de fora enquanto ela limpava o quarto. Ia dizendo que ele precisava mudar de vida, poderia morrer dentro daquele quarto, precisava abandonar a bebida, conhecer Jesus Cristo, o Salvador. Malaquias ouvia, mas não falava nada, sorvendo a sopa com um barulho grotesco. Quando terminou esperou a senhoria concluir a limpeza para então voltar para sua cama. Agradeceu com sinceridade. Sentia-se melhor depois da sopa, mas estava sonolento, a cabeça ainda pesada, embora não latejasse tanto.

O quarto já cheirava a eucalipto. O lençol fora trocado, não por um seu, pois tinha apenas o que estava sujo, porém por um já desbotado, mas cheirando a limpeza. Deitou, e pela primeira vez em anos, teve uma sensação boa ao deitar na sua cama, embora o colchão fosse o mesmo. Antes que o sono chegasse, pensou no que a senhoria havia dito. Jesus? Era tarde, mas no dia seguinte sairia a procura-lo.

 

Creia: 2010 será diferente

Ano novo, vida nova! Clichê presente na boca de todo mundo em toda virada de ano. Eu mesma já falei isso várias vezes, e durante muito anos, ao olhar para trás, quase findando o  ano me dava conta: o que houve de novo até agora? E respondia a mim mesma: Nada! Mas de uns anos para cá tem sido diferente. Primeiro, porque tenho consagrado o novo ano a Deus. Oro para que Deus venha abençoar o ano que está para chegar, e profetizo que ele será melhor que o que está findando. Não faço promessas as promessas vãs que fazia anos atrás: vou ser uma pessoa melhor, vou ser mais isso, vou ser mais aquilo, vou ser menos consumista, mais estudiosa... Na verdade, nem faço mais promessas. Faço planos, todos tangíveis, e peço a Deus que venha abençoar cada um, e que se for da vontade Dele, que todos venham a ser realizados. Faço uma lista de pedidos a Deus, especificamente para o ano que vai entrar. Tenho aprendido a pedir, buscando primeiramente a santidade, edificação. Sei que se eu for uma pessoa abençoada espiritualmente, uma mulher segundo o coração de Deus, então, naturalmente  todas as outras coisas me serão acrescentadas, pois esta é a promessa que o Senhor nos faz. Mas não deixo de pedir também as outras coisas, entre elas a conversão dos que eu amo e estão ao meu redor, aquisições de bens materiais, afinal, enquanto vivermos nessa Terra precisamos buscar uma morada, bem estar, conforto e praticidade, embora não devemos nos preocupar com isso. Assim, tenho visto projetos sendo realizados, com meu esforço, dedicação, empenho, mas sobretudo, porque Deus operou, permitindo que fossem realizados e também dando-me condições físicas e financeiras para realizá-los. E um ou outro que não venha ser realizado no ano para o qual foi planejado, uma ou outra bênção que eu não receba no ano em que foi solicitada, não desisto: refaço minha lista no ano seguinte- pois sei que o tempo de Deus não é o meu- com os projetos e bênçãos pendentes, acrescido de novos, e com ação de graças pelos que foram alcançados no tempo de minha expectativa.

PL 6418/05 e PL 122/06- Todos têm direitos

 

 

Entendo que os homossexuais tem direito a liberdade de se expressarem, de manifestarem sua opção sexual, de ter acesso aos mesmos locais e os mesmos benefícios que heterossexuais. Mas qual o limite para uma ação ser considerada preconceito? Até onde vai o direito de uma pessoa? É justo dar proteção a um grupo de pessoas desprotegendo outras? Sim, pois a partir do momento que preconceito contra homossexuais passa a ser crime, eu não poderei mais dizer que não aprovo a prática e sou contra ela, porque um homossexual poderá se sentir ofendido com isso e alegar que foi vítima de preconceito. E daí? Alguém perderá então o direito de ter uma opinião formada contra algo?

Outro dia em minha cidade uma jovem afrodescendente foi presa por “racismo”. Irônico, não? Quando ela se referiu a outra moça usando o termo “negra”, teria mesmo sido no sentido pejorativo, preconceituoso, ou apenas para caracterizar alguém que ela não sabia o nome? Porque identificarmos alguém como branco, magro, gordo, baixo, não dá prisão, mas quando queremos identificar alguém como “Negro” temos que usar artifícios tipo “aquela roxinha”, “aquele de pele queimadinha”? Já se referiram a mim muitas vezes como moreninha. Agradeço o tato, mas não sou morena, sou negra. E enquanto não me impedirem de nada por esse fato, ou me substimarem ou menosprezarem-me por esse motivo, não vou me ofender por estar sendo enquadrada numa categoria a qual pertenço.

Também penso que todos têm direito a escolhas. Se não quero me casar com um branco, por ser branco, qual o problema? Mas se não quero me casar com um negro (não pelo fato de ser negro, mas por ser um assaltante, por exemplo), aí o problema é preconceito e dá prisão? Sendo assim, eu, negra, falo sobre negros com cautela, pois temo ser processada, afinal, processo hoje em dia é meio de ganhar dinheiro.

Voltando a questão sexual... O problema do projeto de lei, não é seu teor em si, mas a dimensão que muitos darão a ele em benefício próprio. Se ensino ao meu filho que homossexualismo não é agradável a Deus, como está na bíblia, corro o risco de um homossexual ouvir isso e já querer alegar preconceito e me jogar um processo em cima. Nesse caso, haverá um confronto: o direito do homossexual amparado em leis e o meu direito a liberdade de expressar meu pensamento e ponto de vista. E mais, de orientar meu filho, da maneira que eu acho que deva ser.

Acredito que o preconceito deve ser caracterizado quando uma pessoa fica em desvantagem a outra por causa de sua condição, quando ela perde benefícios, quando ela é impedida de fazer o que outras fazem. Ainda assim, não é tão fácil definir esse limite. Para exemplificar, outro dia, conversando com um homossexual, ele me revelou que foi procurar serviço num salão de beleza e foi recusado. Terá sido por ser homossexual? Sim, é possível! Mas também pode ter sido por outros motivos como: 1-Aparência- ele é jovem e bonito, mas falta-lhes os dentes, e usa roupas vulgares. Acredito que uma mulher ou homem heterossexual com mesma aparência também teriam sido recusados também. 2- Nível cultural- O jovem mencionado tem um linguajar horrível! É cheio de gírias, palavrões (enquanto conversávamos, ele falou no mínimo uns 10 que eu não conseguiria reproduzir aqui). Nenhuma pessoa em sã consciência contrataria alguém assim (seja homo ou heterossexual) para trabalhar num ambiente frequentado por senhoras, jovens, adolescentes e até mesmo crianças, na maioria do sexo feminino. E aí? Preconceito ou não? Ele ameaçou processar a dona do estabelecimento.

Daqui há pouco alguém poderá ser preso por recusar o emprego de motorista particular a um pedófilo, para a segurança de seus filhos? Poderá alguém ser processado por não permitir a entrada de um homossexual traficante em sua casa, embora a não permissão se deva pelo fato do indivíduo ser traficante e não homossexual? Uma viúva será obrigada a alugar quartos para homens em sua pensão, mesmo tendo netas em casa, por que se não será considerado preconceito contra sexo? Um indivíduo será obrigado a contratar uma mulher para um serviço para o qual ela não está habilitada fisicamente, sob risco de ser processado por preconceito? Um proprietário de restaurante cujo maior movimento é aos sábados, vai ter que contratar um adventista (que não trabalha sábado), mesmo sabendo que ficará com dificuldades no atendimento para não ser processado por preconceito religioso? Enfim, qual o limite do preconceito? Até onde um cidadão estará resguardado, tendo a liberdade de escolhas, opinião, de expressão?

Quanto o meu ponto de vista religioso, não vejo a igreja como preconceituosa. O papel da igreja é simplesmente passar os ensinamentos de Jesus. Mostrar as pessoas como viver a vida conforme vontade de Deus, não com base cada um em sua doutrina, mas com base na doutrina de Deus. A igreja na pessoa do pastor, do padre, ou de qualquer homem ou mulher usado por Deus, apenas lê e explica o que está na bíblia.

Se a igreja não puder dizer que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, daqui a pouco os ladrões, mentirosos, assassinos, adúlteros, os que têm relações sexuais com animais, todos vão reivindicar seus direitos também. Não poderemos falar o que a bíblia diz, pois estaremos sempre em risco de “ofender” alguma classe de pessoas. Ou seja, melhor então jogar as bíblias fora, e deixar que Deus tenha piedade do mundo distorcido e corrompido no qual estamos vivendo. Se uma frase da bíblia é considerada verdadeira, então todas são, pois toda ela foi inspirada pela mesma Pessoa. Se quisermos desconsiderar uma só frase, então teremos de desconsiderá-la toda. Sendo assim, não há como dizer que assassinato é pecado, e homossexualismo não. Ou ambos são, ou ambos não são. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” I Co 6: 9-10

E o papel da igreja não é condenar, nem criticar, nem julgar, pois quem nos julga é Deus. Não é contra os homossexuais, ou assassinos, ou mentirosos que os evangélicos são contra. Nós somos contra o pecado. Como Deus abomina o pecado, mas ama o pecador.

 

 

 

Somos humanos, somos todos imperfeitos

Nunca fui partidária do Pitta, aliás, como o estado de interesse dele era São Paulo, eu nem teria porque votar em Pitta para nada.  Mas a matéria sobre sua morte, exibida no JN em 21/11 me causou indignação. Creio que nenhum ser humano é 100% bom, e nenhum é 100% mau. Seu fracasso na adminsitração pública, todo mundo soube. Mas seu papel como pai, filho, funcionário,  etc. e tal, ninguém sabe.  Portanto, Pitta, como todos nós, devia ter algo em sua vida do qual deveria se orgulhar.

Tenho contra a reportagem duas coisas: 1º- Acho que o papel do telejornalismo é mostrar a verdade sempre (embora sabemos que nem sempre isso acontece, infelizmente, devido a interesses políticos, econômicos, pessoais, etc) e com o objetivo de fornecer informações e esclarecimentos, que possam levar a mudanças. Na política, por exemplo, através de reportagens podemos conhecer o perfil dos candidatos, suas propostas e intenções, e assim, decidirmos em qual votar. Ou então, podemos acompanhar a trajetória de um político, e assim decirdirmos votar nele em outra ocasião ou não. Os escândalos em que Pitta esteve envolvido, já haviam sido mostrados na ocasião apropriada, e creio eu que funcionaram, uma vez que ele não mais conseguiu se reeleger. Sendo assim, relembrar a trajetória corrupta de Pitta não irá gerar mudança alguma, a partir de agora, pois ele não mais será candidato a nada e muito menos eleito.

2º-  Para Pitta, crítica e elogios já não significam nada. Mas acho que a família: sua mãe, companheira, sobrinhos, filhos, não precisavam naquele momento presenciar a reportagem exibida. Afinal, tudo o que nós, seres humanos  precisamos num momento de dor pela perda de um ente querido é  consolo, relembrar momentos alegres vividos na presença de quem se foi. Não precisamos de nada que nos fira, nem cause ainda mais tristeza ou sentimento de vergonha. Assim, acho que a Rede Globo, se não em consideração a um morto que não mais poderia se defender, mas ao menos à família dele, deveria ter tido um pouco de respeito.

 

Filmes

Dicas de filmes:

Romance= Prova de fogo=  Kalebe, um capitão do bombeiro considerado um herói na corporação, mas um marido nada exemplar. Cat não compreendia como o casamento estava se deteriorando, mas também não fazia nada para salvá-lo.  A relação se torna insuportável até que ambos acham melhor pedir o divórcio. Mas então, o pai de Kalebe pede um prazo de 40 dias,  então, Deus começa a agir. Mas Deus age, quando Kalebe também começa a agir. Nosso Deus é o Deus do impossível, mas precisamos fazer nossas parte.

Comédia= O todo poderoso     Quem disse que apenas filmes cristãos trazem alguma mensagem proveitosa? Consegui captar uma mensagem importante no filme. Tendemos a culpar Deus por tantas e tantas coisas, achar que Ele não está fazendo as coisas certas e esquecemos que muitas vezes, agimos como se fôssemos Deus. Julgamos, recusamos atender pedidos, negamos perdão por achar que o ato dos outros é imperdoável, quando  Deus que é Deus perdoa a todos. Achamos que certas decisões tomadas foram mais que justas. Nos justificamos mesmo quando erramos, por que achamos que temos os nossos motivos. Pois bem, Deus também tem os motivos dele, seus parâmetros, suas certezas, e sempre está muito certo das decisões que toma. Quem somos nós para questionar Deus, se não aceitamos que nossos filhos, nossos empregados, nossos alunos, venham a nos questionar? Outra coisa que observei: se  Deus atendesse aos pedidos de todos os seres vivos teríamos um conflito instalado. Como responder a oração de duas pessoas que pedem bênçãos que se contrapõe?

Drama= Justiça cega       Uma mulher cega é violentada. Como reconhecer seu agressor? Ela tem certeza que estava acusando o homem certo, e ele tinha certeza de sua inocência. No tribunal, ao ser questionado se tinha testemunhas que comfirmassem o seu álibe, ele respndeu que não. Mas que Deus era sua testemunha. Em nenhum momento o réu perdeu a fé em Deus. Ele orava, clamava  por justiça, confiava que Deus seria em seu favor. E então ele consegue provar sua inocencia. E consegue perdoar sua acusadora pela injusta acusação, mesmo tendo passado cinco anos de sua vida atrás da grade por um crime não cometido.

Reunião mensal da SMM- 02/11/2009

Texto bíblico: Sl 145: 1-3

Apesar do feriado, não compareceu muitas mulheres na reunião, talvez algumas tenham viajado, aproveitando o feriadão. A pauta ontem foi curta: agendar visita aos lares, definir o que servir na confraternização, distribuir avaliação da SMM. Orações, louvores, dinâmica, que não pode faltar. Encerramos antes das 22h, com um lanche.

Próximas reuniões

24/10- 14h- reunião somente p/ evangélicas casadas.

Local: em casa de Clicia

Assunto: Evangelho, sexualidade e mulher cristã 

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A reunião foi ótima! Compareceram apenas 6 mulheres, mas todas ficaram muito empolgadas. Trabalhamos o texto: Celebrando a sexualidade no casamento. Debatemos, tiramos dúvidas, trocamos opiniões, expusemos dificuldades. Tudo em meio a um lanche maravilhoso providenciado por cada participante. No final, houve uma dinamica e encerramos com distribuição de brindes, a cara da reunião: lingeries. O brinde especial foi um conjunto de lingerie mais caprichado, e quem tirou foi justamente a irmã que mais precisava investir em algo diferente em relação a intimidade, pois declarou ser muito tímida, e além disso, o fato da filha pré-adolescente dormir no mesmo quarto que o casal, traz esfriamento na relação.

Estão me perguntando quando teremos a próxima. Talvez para janeiro poderemos programar uma outra.

 

Reunião do dia 05/10

Ontem foi mais uma de nossas reuniões. Foi maravilhoso! A devocional foi feita de maneira diferente. Iniciei com uma oração, seguida de leitura de Pv. 15:13. Apliquei uma dinamica, onde cada grupo ficou responsável por uma etapa: leitura bíblica e comentários, louvor, testemunho e oração. Ninguém ficou de fora. Partimos então para a leitura da ata anterior, o que nunca tínhamos feito. A tesoureira ficou encantada: "Nossa, como é bonito rever o que aconteceu na reunião anterior através da ata!" Concordei com ela. Encerrando a pauta, foi feito a chamada, tivemos a presença de 12 sócias e 2 visitantes, sendo que uma delas já se associou. Ótimo! A tesoureira arrecadou a mensalidade e aplicamos mais uma dinamica que foi a sensação da noite. Cada mulher tinha direito a escolher um brinde, mas a surpresa foi que elas não sabiam que outra tinha direito a pegar o brinde escolhido. Enfim, tenho percebido que as reuniões tem atraído cada vez mais mulheres, e isso é muito bom!

Sobre o texto: Provérbios 15:13 diz que o coração alegre traz formosura ao rosto, mas o coração triste nos faz abatido. É verdade! Quando nossos corações estão cheios do amor de Deus e de todas as coisas boas que Deus nos proporciona, como alegria, honestidade, quebrantamento, perdão, então tudo isso se reflete em nossos rostos. Somos então belos e diferentes aos olhos de quem nos vê, temos um brilho no olhar e um sorriso radiante. Transparecemos alegria e bom humor, e quem nos olha sempre se admira, pois mesmo não estando maquiadas ou usando acessórios, somos belas e formosas.

Ao contrário, um coração cheio de rancor, amargura, ódio, um coração que retém perdão, que abriga sentimentos como a inveja, o remorso, o desprezo,  acaba afetando o rosto, deixando nas pessoas traços de depravação, de peso, cansaço, velhice ainda na mocidade. Um coração que abriga o mal, transfere para o rosto um olhar duro, frio e cortante, lábios tensos e inflexíveis que quase não se abrem em sorriso, pele áspera e sem viço, minando assim a beleza existente em muitos rostos. Assim, não conseguimos ver beleza onde na concepção do mundo existe um rosto com linhas "perfeitas".

Quando a palavra de Deus diz que não seja a beleza da mulher exterior, creio que está falando justamente sobre a formosura que vem do coração. Não que mulheres cristãs não devem ser cuidar, embelezar usando artificios como batom e brincos, mas de nada adiantará ela usar esses artificios se seu coração não confere ao seu rosto uma beleza natural, afinal, essa é a beleza que faz a diferença.

Falecimento

Nota: Falecimento do avô da irmã Jociara, tesoureira da SMM, em Porciúncula/RJ.

O Senhor nosso Deus é o autor da vida. É Ele quem sopra em nós o fôlego de vida, e é Ele quem dá permissão para ue nossa vida se esvaia.

Reunião Extraordinária

Foi realizado uma reunião extraordinária no dia 20/09, após o culto da noite, para propormos sugestões de levantamento de recursos para enviar ao culto do pastor aposentado. Algumas mulheres se prontificaram a dar uma oferta específica para esse fim, que será arrecadada na próxima reunião mensal. Também será realizada duas cantinas extras, com a arrecadação para esse fim.

 

Fotos eventos

Culto de Federação da SMM- 04/07- Grupo Coroação da Ig. Central

 Culto do amigo- 20/07- Jo e Max (abaixados), eu, D. Raimunda, Marlene c/ Sabrina no colo, Kelly, Moni, Irineia (minha mãe), Eliane (sentada), Marilene, Mateus e Tiago

 Chá da 3ª idade- 12/09- 16h As anciãs da igreja

 Eu e o Grupo Adonai de minha igreja no Festival de Coreografia na Igreja Metodista Central- 19/09- Rebeca (de amarelo), Brenda (atrás), eu (c/ vestido café), Jo (prof. de coreografia, de preto), Sara (de rosa) e Tamires (de branco).

 Eu e Jo

 Grupo Adonai: Rebeca, Jo, Brenda, Tamires e Sara. LINDAS!

A Cabana

Confesso que esperava uma coisa do livro e encontrei outra. Mas foi muito bom! O livro nos leva a refletir sobre o porque Deus permitir que passemos por lutas e provas. Somos responsáveis pelos nossos próprios atos. Temos o livre arbítrio para escolher o caminho da direita, da esquerda, o da frente, ou simplesmente recuar. Então, porque culparmos Deus pelas consequencias de nossas escolhas? Precisamos ser maduros, tomar decisões com consciência e estar prontos para colher os frutos de nossas plantações. Deus é Deus, e pode intervir quando percebe que estamos afundando. Mas intervir porque? Não sabemos baseado pela palavra em que mares podemos navegar? Deus orienta através da palavra, exorta, revela, e ainda assim teimamos em fazer o que não é correto? Deus é justo. Porque Ele trataria a todos da mesma maneira? Porque Ele livraria os maus, insensatos, imprudentes e desobedientes de sofrerem as consequencias de seus atos, se outros fizeram o que Ele recomenda. Se um pai ou mãe diz a dois filhos: "Me ajude nas tarefas domésticas que te dou um sorvete" e um filho ajuda e outro não, é justo que ambos ganhem o sorvete? Se assim for, os pais estariam sendo desleais e injusto para com aquele que fez o que lhe foi pedido. E assim é Deus conosco. Paremos de culpar Deus pelos erros e falhas de nossas vidas, e reconheçamos que temos falhado em descumprir sua vontade, e apenas estamos colhendo o que plantamos.

Clicia Pinto

Presidente SMM-Pq Prazeres

Apocalipse 3:1-3

O Apocalipse é o livro do futuro. Das profecias. Relata um tempo que ainda há de vir, mas que pode estar muito mais perto que imaginamos. Por isso devemos como igrejas estar atentos a nossa conduta. Temos sido realmente comprometidos com Deus e Jesus Cristo? Temos feito a obra para o qual fomos chamados? Temos ido e pregado o evangelho a toda criatura? Temos amado o nosso próximo como a nós mesmos?

A bíblia fala sobre a igreja de Sardes, que é uma igreja que parece viva, mas está morta. Irmãos, um corpo sem cabeça está visivelmente morto, não há dúvidas. Mas um corpo cujo coração não bate, pode parecer vivo sem está. Assim é a igreja que prega no nome de Jesus, mas não tem o Espírito Santo. Quando uma instituição religiosa não proclama o nome de Cristo, ela está visivelmente morta por não ter Cristo como o cabeça. Mas aquela que fala no nome de Jesus, mas não crê nas obras do Espírito, ou não dá lugar para o Espírito Santo agir, parece viva aos olhos de alguns, mas Deus sabe que ela não vive. Ela engana, atraindo alguns para o seu seio, e alguns ali permanecem crendo que ela está apenas "desmaiada" e que logo há de se animar. Irmãos, o Espírito Santo é o coração da igreja. Se Ele não tem liberdade para agir, impulsionando, como correrá na veia da igreja o sangue do cordeiro que nos purifica? Esse é o trabalho do coração: bombear sangue impuro para o pulmão, para que seja purificado, e depois levar o sangue limpo para nutrir o corpo. Essa é a função do Espírito Santo: nos convencer de nossos pecados de maneira que vamos até Jesus para sermos purificados, e depois nutrir e fortalecer a igreja com a unção, com seus feitos e com seu agir, trazendo avivamento, renovação, comunhão, e desejo de estar na presença de Deus. Um corpo cujo coração não bate, aparentemente é perfeito, mas não vive. Assim é a igreja cujo Espírito Santo não tem liberdade de agir; parece íntegra, mas não agrada a Deus. " Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus." Que juntos a outros, possamos fazer com que o coração de nossas igrejas batam forte, proporcionando vida.

Clicia Pinto

Presdidente SMM-Pq Prazeres

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